dos barrancos que descia
deslizando
e se desfazendo
e
foi
mergulhou na terra
no
findo
ouviu ecos
de vozes
emudecidas
da história dessa gente
tatuou a
memória
e abandonou o
peso
e dançou
derramou estrelas caídas na gente
e girou
no ciclo armado para se romper
da inércia linear
do ocidente
que nem sente
que nem cabem mais nas mentes
que retornam
eternas a girar
tatuou a memória
e abandonou o
peso
e foi com o solo
que seguia seu percurso
nos rios
tudo foi sedimento
por onde passou
seu único olho não suportou
ver a luz da região
e assim cego
tornou-se vidente
a morte é fecunda
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